Estar em dia com a nossa carteira de vacinação é estar seguro contra as mais diversas doenças, além de possibilitar uma imunização em massa e a erradicação de certas epidemias.

Ao contrário do que muitos pensam, a vacinação não é restrita apenas para crianças e jovens, elas continuam uma parte importante da vida adulta e principalmente da terceira idade.

A seguir, saiba mais sobre as vacinas por faixa etária e tire suas dúvidas!

Conheça as vacinas por faixa etária: infantil, adulto e idoso

Além de cuidar da alimentação e induzir hábitos saudáveis para os pequenos, os pais também precisam estar atentos as vacinas que serão necessárias ao longo da infância, afinal, são elas que irão colaborar com uma melhor resposta do sistema imunológico, além de evitar a propagação de doenças graves.

Primeira infância

Ao nascer e ao longo do primeiro ano de vida, a criança deve receber as primeiras doses de diversas vacinas por faixa etária importantes para a imunização. Entre as mais importantes, estão:

  • BCG: responsável contra formas graves de tuberculose;
  • Primeira dose contra hepatite B;
  • Primeira dose da Pentavalente: proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e doenças causadas Haemophilus influenzae tipo B;
  • Esquema vacinal VIP/VOP: a vacina é uma imunização formada por cepas inativas de três tipos de poliovírus, protegendo a criança contra a poliomielite;
  • Pneumocócica 10 V (conjugada): previne doenças como meningite, otite e pneumonia;
  • Pneumocócica 13 V (conjugada): previne doenças como meningite, otite e pneumonia;
  • Meningite ACWY: previne a meningite e a meningococcemia
  • Meningite B: previne a meningite e a meningococcemia
  • Meningocócica C (conjugada): previne a meningite e a meningococcemia;
  • Febre amarela: doença transmitida pela picada de mosquitos da família Aedes aegypti;
  • Rotavírus: protege da doença diarreica.

É importante que, nesse período de 12 meses, os pais estejam atentos para os reforços de algumas vacinas por faixa etária.

Após o primeiro ano de vida, a criança precisa voltar a ser vacinada aos quinze meses de vida, fazendo o primeiro reforço da Pentavalente e o primeiro reforço da VIP/VOP, além da primeira dose da Tetraviral, que protege contra a catapora, sarampo, caxumba e rubéola.

Na faixa etária de quatro anos, a criança precisa voltar a ser vacinada, dessa vez ganhando o segundo reforço da DTP com VOP.

Adolescência

Durante a adolescência, é primordial continuar com os cuidados básicos a saúde, além de manter as vacinas atualizadas, tanto em alguns reforços necessários, como também as novas imunizações.

As vacinas por faixa etária previstas são:

  • Tríplice viral (VTV, MMR): reforço da anteriormente tomada durante a infância, também pode ser usada a Tetraviral até os 12 anos de idade;
  • Hepatites A, B e A+B: caso o adolescente não tenha recebido a vacina na infância, é importante que seja imunizado com duas doses se estiver abaixo de 16 anos ou três doses se for de faixa etária maior de 16 anos;
  • HPV (Papiloma Vírus Humano): reduz as chances de câncer de colo de útero, pênis, anal e orofaringe e deve ser tomada na faixa etária de 9 aos 14 anos para meninas e de 11 aos 14 anos para meninos;
  • Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa: difteria, tétano e coqueluche) ou dTpa-IPV com associação à poliomielite: o reforço deve ser aplicado aos 11 anos de idade, e caso esteja incompleto com o calendário, deve ser aplicado uma dose de dTpa e de uma a duas doses de dT;
  • Reforço da varicela (catapora);
  • Meningite meningocócica tipo B;
  • Febre amarela: vale para aqueles que não tomaram na infância ou irão para países com áreas de risco, além do reforço após 10 anos de imunização.

Mesmo com os reforços e novas imunizações durante a adolescência, é importante que a pessoa, quando adulta, continue atenta para o que é recomendável na faixa etária prevista.

Fase adulta e terceira idade

Apesar de não haver muitas novidades, alguns reforços devem ser feitos e outras vacinas, como a H1N1, devem ser levadas a sério principalmente por idosos acima dos 65 anos.

As mais importantes são:

  • Influenza: adultos e idosos devem receber uma dose a cada vacinação anual de prevenção contra gripe, sendo ela indicada também como uma tentativa de imunidade maior ao Covid-19, principalmente aos idosos;
  • Pneumocócica 23-valente: presente na nossa vida desde os primeiros meses, ela também pode ser tomada ou reforçada durante as vacinações anuais contra gripe, sendo mais importante para idosos acamados ou não vacinados previamente; (indicada após 59 anos)
  • Pneumocócica 13 V
  • Reforço Hepatite B e dupla adulto (difteria e tétano): indicadas para aqueles que não tenham cumprido com o calendário de vacinação na época necessária, já para a dupla adulto em quem cumpriu com as outras doses, o reforço é indicado a cada dez anos.

Fora as mais essenciais, também é indicado o reforço da vacina da febre amarela, porém, fica a critério da pessoa ou por necessidade em caso de viagens para o exterior ou mudanças para uma localidade onde a vacina seja obrigatória.

Por que se imunizar?

A imunização permite com que o país possa afastar cada vez mais o risco de contágio por doenças com alto risco de se tornarem epidemias, garantindo uma população mais saudável e com um sistema imunológico forte até mesmo na terceira idade.

Graças aos avanços da vacinação, foi possível diminuir a mortalidade infantil, principalmente entre crianças recém-nascidas que ainda não podem se imunizar e precisam ter contato com alguns adultos enquanto recebe os primeiros cuidados.

No Brasil, doenças como varíola, sarampo e rubéola (que já causaram grandes epidemias no país) foram combatidas com sucesso, sendo erradicadas ou apresentando poucas infecções em um espaço de décadas.

O sucesso da Medicina quanto ao avanço na elaboração de vacinas também pode ser sentido no controle de pandemias. Com o estouro de infecções pela gripe suína em 2009, foi necessária a elaboração de uma vacina que pode ser tomada anualmente.

A vacina contra a gripe protege a população e afasta o risco de termos outras ondas epidêmicas, uma vez que mesmo em 2020, ainda se pode morrer de gripe.

Atualmente, o mundo passa por uma corrida contra o tempo para achar a imunização contra o Covid-19, mostrando mais uma vez a importância de preparar o sistema imunológico contra novas doenças que se desenvolvem através dos tempos.

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