Todo o cuidado é pouco quando o assunto é a saúde dos nossos pequenos. Em períodos de pandemia, como a que vivemos hoje por causa do coronavírus, algumas pessoas têm até medo de sair com seus filhos para levá-los aos postos de saúde para vacinação.

Este é um cenário bastante preocupante, uma vez que o simples ato de sir de casa tornou-se temerário para as mamães, sempre receosas e cheias de dúvidas. Além disso, outras questões podem ainda habitar o inconsciente das famílias no que se refere à vacinação infantil.

Não precisa se preocupar: estamos aqui para ajudá-la a entender a importância deste procedimento no desenvolvimento de suas crianças, além de tirar as principais dúvidas sobre vacinação.

Por que devo vacinar meus filhos?

A vacinação é um dos meios mais eficazes de prevenir doenças graves, muitas vezes infecciosas. O objetivo das vacinas é impedir que o vírus ou bactéria circulem no organismo. A vacinação não só protege a criança imunizada, como também outras crianças ou mesmo adultos que não foram vacinados.

Algumas pessoas acreditam que, pelo fato de as vacinas carregarem o vírus, poderiam fazer algum mal ou mesmo contaminá-la diretamente com a doença contra a qual estaria se defendendo. Sim, é verdade que, em alguns casos, crianças e adultos podem apresentar reações alérgicas a certas vacinas.

No entanto, esses casos são bastante raros, uma vez que as substâncias contidas nas vacinas são exaustivamente testadas a fim de garantir que tais problemas não aconteçam.

Desta forma, qualquer pessoa pode apresentar alergia a qualquer substância que não faça parte de seu organismo. Isso não pode servir de pretexto para não vacinar seus filhos, não é mesmo?

Doenças infecciosas eram motivos de grande preocupação para as famílias, uma vez que faziam diversas vítimas, às vezes fatais. Segundo informações da Fundação Oswaldo Cruz, a varíola e a poliomielite foram erradicadas do Ocidente graças às campanhas de vacinação. Além disso, ocorrências de sarampo diminuíram em impressionantes 99%.

Sendo assim, não é minimamente plausível apoiar iniciativas antivacina, um absurdo fomentado por vários grupos em redes sociais, alimentado por teorias da conspiração mal fundamentadas e perigosas à vida humana.

Podemos tomar mais de uma vacina no mesmo dia?

Com certeza. Esta é ainda uma dúvida bastante comum. Receber mais de uma vacina no mesmo dia não sobrecarrega o sistema imunológico e tem vantagem como por exemplo menos idas e vindas à clínicas de vacinação ou postos de saúde.

Em momentos de isolamento social, é mais que necessário evitar viagens desnecessárias a qualquer lugar.

Existe alguma vantagem em vacinar durante a amamentação? 

Sim! Enquanto a criança está sendo amamentada, libera endorfina, uma substância produzida naturalmente pelo organismo que é responsável pela sensação de conforto e prazer. Com isso, é possível diminuir o desconforto da criança durante o procedimento.

A liberação de endorfina, inclusive, reduz a sensação de dor e, como é sabido, algumas vacinas podem ser dolorosas por um tempinho. Se não for possível amamentar no momento, uma mamadeira também pode ajudar bastante.

Posso aplicar analgésicos na criança?

Esta é uma dúvida bastante recorrente. Conforme foi falado anteriormente, vacinas podem causar reações adversas à criança, como febre ou dor local. Analgésicos podem ser aplicados após a vacinação, mas não antes. O motivo? Analgésicos reduzem a resposta imunológica do organismo, o que é uma péssima ideia antes da vacinação.

Qual a eficiência das vacinas?

Em linhas gerais, é possível afirmar que quase 100% das pessoas vacinadas tornam-se imunes a certos tipos de doença. Quando duas ou mais vacinas são aplicadas simultaneamente, os linfócitos potencializam ainda mais o trabalho que já fazem para garantir a força do sistema imunológico, tornando as vacinas ainda mais eficientes.

É claro que existem algumas exceções, poque certas vacinas de fato não podem ser aplicadas em conjunto, como febre amarela e tríplice viral, por exemplo. Mas, o problema não está na administração múltipla, e sim na incompatibilidade química entre ambas.

Nesses casos, é bom administrar a primeira e, tempos depois, a segunda, com intervalo mínimo de 30 dias.

Além disso, algumas vacinas precisam de reforços porque elas não geram uma memória imunológica tão eficiente, seja porque o sistema imune não recebeu o estímulo suficiente, ou porque nesses casos ter só memória imunológica não basta para manter a proteção em longo prazo.

Portanto, não respeitar o prazo de renovação da vacina aumentará as chances de contaminação pelo vírus ou bactéria. Isso não significa, no entanto, que o atraso resulte na necessidade de tomar todas as vacinas, uma vez que o efeito da vacina anteriormente administrada não é invalidado.

A criança pode ser vacinada se estiver doente?

Caso seja uma doença leve, como um resfriado, não há problema algum. A resposta do organismo não será abalada a ponto de prejudicar a eficácia das vacinas. Em serviços privados de vacinação, é comum que vacinas não sejam ministradas caso a criança esteja com febre ou outras doenças mais expressivas. Isso ocorre para que as vacinas não sejam interpretadas como possíveis agentes responsáveis pela possível piora no quadro clínico da pessoa.

É possível vacinar meus filhos em casa?

Sim, é possível que vacinas sejam aplicadas em casa. Isso é especialmente importante em períodos de reclusão social e quarentena. Mas até independente disso para as crianças tomar a vacina em sua casa ou onde elas se sintam mais confiantes sempre será melhor! Já em outros casos, principalmente com idosos, a locomoção e deslocamento até as clínicas pode ser complicada e a vacinação em domicílio certamente será mais confortável.

Para tanto, criamos o Vacine.me, um aplicativo onde você pode solicitar vacinas para serem aplicadas no conforto e segurança da sua casa, ou na casa dos seus pais, ou ainda no trabalho… onde você precisar! 

Esperamos que as principais dúvidas de vacinação tenham sido esclarecidas. Mas caso você tenha alguma específica, deixa aqui nos comentários que iremos responder! ; )

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