o que é HPV?

O papilomavírus humano, ou apenas HPV, é o nome que damos a um grupo de vários vírus que provocam lesões na pele e na mucosa das regiões oral, anal, genital e na uretra. A seguir, entenda o que é o HPV, como funciona a vacina preventiva, suas possíveis reações e o momento certo de tomá-la:

O que é HPV

O HPV é um vírus universal — não faz distinção de sexo, idade ou raça — e, embora sua transmissão ocorra, principalmente, através de relações sexuais, ele pode se instalar em qualquer local do corpo, desde que encontre uma porta aberta, como uma perfuração ou ferida na pele. Há ainda a possibilidade de transmissão vertical — da mãe para o feto — ou através de transfusão sanguínea.

Sintomas e diagnósticos do HPV

O HPV pode ser assintomático, porém, quando se manifesta, seu principal sintoma são verrugas na região genital, oral e anal, podendo acometer pênis e escroto nos homens, vulva, vagina e colo uterino em mulheres, além de uretra, ânus, períneo, orofaringe, esôfago, cordas vocais, árvore respiratória, membros, tronco e abdômen em ambos os sexos.

Embora a porcentagem de mulheres portadoras de HPV seja maior que a de homens, a explicação para o fato é, geralmente, a negligência masculina, que faz com que homens não visitem regularmente um urologista e, consequentemente, não sejam diagnosticados.

Lesões na região genital representam maior risco que as demais, pois as células infectadas podem passar a se multiplicar descontroladamente, invadindo tecidos vizinhos e causando câncer de colo de útero ou do pênis.

Nas mulheres, muitas vezes as lesões são imperceptíveis, sendo identificadas somente através de exames especializados, como o Papanicolau.

Atualmente, o HPV se consolida como uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns no Brasil e no mundo. Estima-se que 80% das mulheres com vida sexual ativa contraem ao menos um tipo de papilomavírus ao longo da vida. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o HPV é o causador de 90% dos casos de câncer de útero.

Tratamento e prevenção

Em determinados casos, o próprio organismo elimina o vírus do HPV de forma espontânea e silenciosa, sem que a pessoa sequer perceba que foi contaminada. Quando isso não acontece, um médico especializado deve indicar o tratamento adequado, que pode ser feito com medicamentos ou através de procedimentos cirúrgicos.

Por ser uma patologia que pode não apresentar sintomas, ou ainda por possuir um tempo de incubação de aproximadamente um ano, o tratamento do HPV muitas vezes é negligenciado, resultando na disseminação do vírus. Por esse motivo, é de extrema importância fazer visitas periódicas a médicos ginecologistas e urologistas, assim como fazer uso de preservativos sempre que fizer sexo.

A prevenção da doença é feita com o uso de preservativos durante as relações sexuais e, principalmente, por meio da vacinação.

Funcionamento da vacina contra o HPV

Embora o HPV seja uma infecção sexualmente transmissível, a melhor maneira de se prevenir da doença é através da vacina — mais do que o uso da camisinha. Isso porque, diferentemente de outras IST’s, o HPV possui outras formas de contaminação.

A vacina funciona combatendo os principais tipos de vírus causadores da infecção, dentre eles, os mais relacionados ao surgimento de lesões e tumores malignos.

Pode ser bivalente, atuando no combate dos vírus tipo 16 e 18, principais causadores do câncer de colo de útero, ou tetravalente, prevenindo também contra os vírus do tipo 6 e 11 que, apesar de não serem oncogênicos, provocam aparecimento de verrugas em diversas partes do corpo. Ambas as formas da vacina devem ser aplicadas em duas doses, ou três doses dependendo da faixa etária.

Reações à vacina do HPV

De acordo com o Ministério da Saúde, embora uma boa quantidade de jovens tenha tomado a primeira dose da vacina contra o HPV desde 2014, quando a imunização foi iniciada, apenas uma pequena parte deles recebeu a aplicação da segunda dose.

Isso acontece porque, a campanha de vacinação contra o papilomavírus humano tem como público-alvo crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, ainda sob a responsabilidade dos pais, que, muitas vezes, não vacinam os filhos temendo possíveis reações a vacina.

É importante frisar que, assim como qualquer outra vacina e alguns medicamentos, a vacina do HPV pode causar reações adversas, como dores no corpo e dores de cabeça, edemas, febres e até desmaios. Porém, essas manifestações são comuns, leves e de boa conclusão, indicando que o organismo está respondendo ao tratamento, e não representando justificativa para que crianças e adolescentes deixem de receber outras doses.

Em contrapartida a essas informações, desde que a imunização ao HPV com a utilização da vacina foi anunciada no Brasil pelo Ministério da Saúde, muitas especulações em relação às possíveis reações geradas por ela começaram a surgir. Porém, apesar de haver diversos relatos de pais que associam a vacinação ao desenvolvimento de outras doenças em seus filhos, não existem estudos ou experimentos que comprovem a relação entre a vacina do HPV e o surgimento ou antecipação de outras patologias.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) garante a segurança da vacina, uma vez que, só permite o licenciamento de uma fórmula após a ocorrência de diversos testes, primeiramente em animais e, depois, em um número mínimo de vinte mil pessoas.

Quando tomar a vacina do HPV

A aplicação da vacina deve acontecer, preferencialmente, durante a infância e adolescência, entre nove e quatorze anos para meninas, e onze e quatorze anos para meninos, antes de um possível contato com o vírus. Isso, pois, dessa forma, quando a pessoa der início a vida sexual, o processo de imunização já terá acontecido.

Pessoas que já praticam relações sexuais, ou que já tiveram contato com o HPV, também podem tomar a vacina, uma vez que existem vários tipos de vírus, e a vacinação apresenta proteção contra mais de um. Porém, nesses casos, a eficácia da prevenção será menor. Quando recebida na faixa-etária correta, a vacina possui 95% de eficácia.

Assim como no caso do HPV, outras vacinas também são mais eficazes quando tomadas na idade certa. Conheça a faixa-etária ideal para o recebimento de cada vacina e mantenha sua família protegida.

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